Recebido como quem recebe um abraço…

João Ricardo Lopes, parabéns pela tua excelente poesia, expressa numa obra que tem o timbre de uma oficina séria e conscienciosa. «Reflexões à boca de cena» surpreendem o leitor sem o chocar; divertem-no sem o confundir; seduzem-no sem o possuir; prendem-no para o libertar das correntes de tédio; e o convidam a um fogo de descoberta e desvendamento das imensas possibilidades do Ser, do Ser solidário, do Ser seduzido e apaixonado pelo fascínio do mundo onde vive e respira.

A estrutura poética da obra é servida por uma matéria densa, plasmática, que suporta uma vibrante geografia das emoções  mais recônditas e acendradas que emergem  luminosas nas improváveis paisagens de um Eu disperso, interrogador, vigilante, sereno, perturbado, aqui e ali disfórico, mas metódico no arquivamento das sensações passadas e original na construção de uma mundividência totalizante, integrada no tempo e no espaço; dadas num espectáculo plurívoco, metamórfico, que se desnuda e se cobre; que se mostra e se ausenta; que se afirma e se nega; que se expande e se contrai; que se faz luz na sombra; que se perde e se encontra na encruzilhada do inaudito, que subverte as formas, as densidades, as atmosferas; que enterra as sementes das ideias no terreno fértil do espanto.

Gostei de espreitar por este teu caleidoscópio fascinante, onde a fugacidade das imagens perenes reverbera na efémera batida do fonema.

 Fernando Pinheiro (Braga, Maio de 2011)

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 João Ricardo Lopes, gostei muito do seu livro. Os poemas sucedem-se lampejantes de beleza, como preciosos vitrais, convidando à reflexão. Se me forçassem a destacar um deles, talvez optasse por «Velharias», o que seria uma profanação, porque todos  merecem ser relidos de tempos a tempos: agiliza o espírito e faz bem à alma.

Daniel Gonçalves prestou certeira justiça à sua obra, em luminosidade e agudeza adequadas.

Um abraço caloroso do velho Tojal!

Altino do Tojal (Lisboa, Julho de 2011)

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 João Ricardo, fiquei muito sensibilizado pelo cartão e dedicatória no seu magnífico livro. Magnífico, desde logo, pela qualidade de todos os poemas, revelando um tão evidente progresso oficinal, no melhor sentido da palavra. depois, pelo bom gosto e bem equilibrada conjugação artística e gráfica do objecto editorial que, intencionalmente discreto, os contém.

O meu aplauso, também, para o texto poemático, à maneira de posfácio. Manusear o livro, proceder à sua leitura, atenta e ininterrupta, deram-me um grande prazer.

 José Correia Tavares (Julho de 2011)

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(2001) «A pedra que chora como palavras» – Pompeu Miguel Martins

(2002) «Um arquipélago gráfico» – Carlos Vaz

(2002) «A confirmação poética» – Sebastião Monteiro

(2005) «Apenas a poesia nos diz quem somos» – Pompeu Miguel Martins

(2005) «Acordes ao lado esquerdo» – Catarina Nunes

(2005) «Breve pincelada sobre a poesia de João Ricardo Lopes» – Maria de Fátima Saldanha

(2007) «Da Poesia para a Crónica» – Artur Ferreira Coimbra

(2007) «Dos Maus e Bons Pecados» – Cláudio Lima

(2011) «A palavra e o silêncio no teatro da vida» – César Freitas

(2011) «Realidade e representação na poesia de João Ricardo Lopes» – Victor Oliveira Mateus

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