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Apresentação de O Moscardo e Outras Histórias por Paula Morais (2018) nov

Posfácio a O Moscardo e Outras Histórias de Paula Morais (2018)

«Realidade e representação na poesia de João Ricardo Lopes por Víctor Oliveira Mateus (2011)

«A palavra e o silêncio no teatro da vida por César Freitas (2011)

«Apresentação de Dos Maus e Bons Pecados» por Cláudio Lima (2007)

«Da Poesia para a crónica» por Artur Ferreira Coimbra (2007)

«Breve pincelada sobre a poesia de João Ricardo Lopes» por Maria de Fátima Saldanha (2005)

«Acordes ao lado esquerdo» por Catarina Nunes (2005)

«Apenas a poesia nos diz quem somos» por Pompeu Miguel Martins (2005)

«A confirmação poética» por Sebastião Monteiro (2002)

«Um arquipélago gráfico» por Carlos Vaz (2002)

«A pedra que chora como palavras» por Pompeu Miguel Martins (2001)

 

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Recebido como quem recebe um abraço…

João Ricardo Lopes, parabéns pela tua excelente poesia, expressa numa obra que tem o timbre de uma oficina séria e conscienciosa. «Reflexões à boca de cena» surpreendem o leitor sem o chocar; divertem-no sem o confundir; seduzem-no sem o possuir; prendem-no para o libertar das correntes de tédio; e o convidam a um fogo de descoberta e desvendamento das imensas possibilidades do Ser, do Ser solidário, do Ser seduzido e apaixonado pelo fascínio do mundo onde vive e respira.

A estrutura poética da obra é servida por uma matéria densa, plasmática, que suporta uma vibrante geografia das emoções  mais recônditas e acendradas que emergem  luminosas nas improváveis paisagens de um Eu disperso, interrogador, vigilante, sereno, perturbado, aqui e ali disfórico, mas metódico no arquivamento das sensações passadas e original na construção de uma mundividência totalizante, integrada no tempo e no espaço; dadas num espectáculo plurívoco, metamórfico, que se desnuda e se cobre; que se mostra e se ausenta; que se afirma e se nega; que se expande e se contrai; que se faz luz na sombra; que se perde e se encontra na encruzilhada do inaudito, que subverte as formas, as densidades, as atmosferas; que enterra as sementes das ideias no terreno fértil do espanto.

Gostei de espreitar por este teu caleidoscópio fascinante, onde a fugacidade das imagens perenes reverbera na efémera batida do fonema.

 Fernando Pinheiro (Braga, Maio de 2011)

 

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João Ricardo Lopes, gostei muito do seu livro. Os poemas sucedem-se lampejantes de beleza, como preciosos vitrais, convidando à reflexão. Se me forçassem a destacar um deles, talvez optasse por «Velharias», o que seria uma profanação, porque todos  merecem ser relidos de tempos a tempos: agiliza o espírito e faz bem à alma.

Daniel Gonçalves prestou certeira justiça à sua obra, em luminosidade e agudeza adequadas.

Um abraço caloroso do velho Tojal!

Altino do Tojal (Lisboa, Julho de 2011)

 

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 João Ricardo, fiquei muito sensibilizado pelo cartão e dedicatória no seu magnífico livro. Magnífico, desde logo, pela qualidade de todos os poemas, revelando um tão evidente progresso oficinal, no melhor sentido da palavra. depois, pelo bom gosto e bem equilibrada conjugação artística e gráfica do objecto editorial que, intencionalmente discreto, os contém.

O meu aplauso, também, para o texto poemático, à maneira de posfácio. Manusear o livro, proceder à sua leitura, atenta e ininterrupta, deram-me um grande prazer.

 José Correia Tavares (Julho de 2011)

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