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Foto: Catarina Lopes (2018)

João Ricardo (Pereira) Lopes nasceu em 21 de junho de 1977, na freguesia de Azurém (concelho de Guimarães). É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses (Ramo Educacional), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Pós-graduado em Teoria da Literatura pelo Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho.

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (entre 1994 e 1999) e do Instituto Miguel Cervantes (1997), tendo no período universitário colaborado com diversos órgãos de informação.

Foi ainda neste período que se desenvolveram decisivamente as linhas temáticas da sua escrita, com a leitura dos clássicos gregos (de Homero, em particular figura verdadeiramente tutelar no seu imaginário poético), de Dante, de S. João da Cruz, de Goethe, ou Hölderlin, de André Breton, Paul Éluard, Lorca, Celan, Ruy Belo, Herberto Hélder, Fiama Hasse Pais Brandão, entre outros.

Profissionalmente exerce a atividade de professor de Português no ensino básico e secundário, tendo lecionado a cadeira de Literatura Infantojuvenil no ensino superior, no Instituto de Estudos Superiores de Fafe e na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto.

Em 2001 publicou o seu primeiro volume de poesia, intitulado a pedra que chora como palavras (ao qual foi atribuído o Prémio Revelação de Poesia José Carlos Ary dos Santos), seguindo-se além do dia hoje (vencedor do XII Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres). No mesmo ano deu início a uma estreita colaboração com a editora Labirinto, integrando o seu conselho editorial até 2007. Em 2009, venceu um prémio no Concurso Nacional de Conto Maria Irene Lisboa.

Tem poemas traduzidos em servo-croata, espanhol, francês e inglês: o seu último livro de poesia foi publicado em 2011 em edição bilingue (reflexões à boca de cena / onstage reflections). 

Leitor de poesia, tem em autores como Czesław Miłosz, Philip Larkin, Herman de Coninck, Wisława Szymborska, Seamus Heaney, Elaine Feinstein, Erdal Alova, Ian Hamilton, Anise Kolz ou Tomas Tranströmer algumas das suas figuras titulares.

No conto, é admirador de Machado de Assis, Eça de Queirós, Tchekov, Jorge Luis Borges, Dino Buzzati, Bernard Malamud, Stig Dagerman, Sophia de Mello Breyner Andresen, Flannery O’Connor, Julio Cortázar ou Gabriel García Márquez.

A sua produção literária conta com sete livros (poesia, contos e crónicas), publicando frequentemente, em suporte digital e na imprensa.

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