As mãos

. Um dos mais celebrados poemas de Herberto Helder principia assim: «Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado» («Aos Amigos», Poemacto, 1961). Nada se oferece tanto a nós ou nos oferece tão profundamente aos outros quanto as mãos. O seu toque adestra os sentimentos, acalenta os miseráveis, ampara os …

Crisântemos

. CRISÂNTEMOS Hoje, primeiro dia de novembro, regressei a esta parte da casa onde os últimos vasos coloridos alardeiam as suas flores. Gosto de beber o meu café aqui, no recanto que muitas vezes se enche de gerberas e orquídeas, de cravinas e de gladíolos, lírios e jarros amarelos, mas também de funcho, hortelã, salsa, …