EMMET

Franz Baumman
Foto: Franz Baumman

 

Depois de escutar uma conferência de Slavoj Žižek na Sourbonne, Emmet Johnson, de 19 anos, oriundo de uma família afro-americana de Nova Orleães, convenceu-se de que podia perfeitamente ganhar a vida como filósofo. Ou confeiteiro. Ou mesmo alfaiate. Paris é um palco de indistinções…

«Importa praticar a perfeição, não importa como…» escreveu no seu blog.

Em fevereiro, no começo do segundo semestre, conheceu uma bela rapariga húngara, bailarina e assistente na companhia de circo The Endless Rope. Os cabelos loiros caíam-lhe em cachos sobre os seios, tal como os imaginamos nos nossos sonhos mais inconfessáveis.

Na América, todos julgam Emmet advogado e não o trapezista de méritos já firmados em que se tornou. 

Nós, que achamos a frase atrás transcrita equívoca e até perigosa, debaixo de certa ideológica, concordamos que a perfeição é uma bela mentira, um voo às vezes sobre o nada, um devaneio dos mais jovens. Não raro dos velhos também.

 

 

Anúncios