Mirador_del_Río

 

para a Catarina

entre as escarpas e os talhões de terra vulcânica, há uma estrada limpíssima, bordejada por um contínuo muro não muito alto de pedra basáltica, perfeitamente geométrico e a perder de vista. de um lado o oceano, em baixo, e a mansuetude da ilha Graciosa. do outro lado, a terra ocre e os retângulos frisados desse chão de grânulos negros onde os nossos sapatos caminham com dificuldade. ao fundo, a encosta imponente do La Corona. são sete da tarde. O nevoeiro sobe rapidamente do mar, galgando os píncaros e atravessando à nossa frente a estrada de que falo. ocultado e desocultado no vapor, o sol deixa tudo a contraluz: e é a beleza das imagens assim nascida da neblina, a silhueta dos nosso corpos depurada, a distância tão breve do abismo, o som das vozes que aparecem e desaparecem, que se desvanecem ao longo da estrada, é esse instante antes do crepúsculo, acima das origens, o que fica

Caleta de Famara, 24.08.2018

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